CRISTO LIBERTA
- Cartas de Cristo

- 7 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Nos últimos anos, muitos de vocês me acompanharam enquanto eu estudava e compartilhava as Cartas de Cristo. Foi um período que me marcou profundamente, não apenas pelo conteúdo, mas pela transformação silenciosa que ele produziu dentro de mim.
Com o tempo, algo começou a mudar, de maneira muito natural e íntima: aquilo que antes eu transmitia como estudo passou a se tornar vivência. A leitura, por si só, já não bastava. O conhecimento começou a agir por dentro — e quando isso acontece, a forma de expressar também se transforma.
Foi aí que percebi que repetir publicamente um conteúdo que já está disponível, completo e tão claro, não fazia mais sentido para mim. As Cartas não foram escritas para criar dependência, mas para despertar consciência. Elas devolvem cada pessoa para si mesma. E foi exatamente isso que me aconteceu.
A partir desse processo, minhas reflexões começaram a surgir de outro modo: não como substituição do texto, nem como doutrina, mas como pequenos portais, pequenas luzes que indicam caminhos de volta à experiência interior — e não a mim.
Há uma analogia que me ajuda a explicar isso.
Se um padre abandona a igreja, os fiéis não o acompanham.
Isso mostra que, o tempo todo, o vínculo não era com a reflexão daquele homem, mas com o símbolo que ele representava.
Eu nunca fui padre — nem representante de nada — mas essa imagem me ensinou algo precioso:
a liberdade espiritual está justamente no ir e vir, no crescer, no seguir adiante quando a consciência chama.
Cristo, para mim, nunca foi sobre instituir uma nova religião ou criar seguidores.
Sempre foi sobre libertar consciências aprisionadas.
E, de certo modo, as Cartas fazem exatamente isso:
elas te levam até a porta… e depois deixam você caminhar.
Da minha parte, sigo caminhando.
Continuo estudando, continuo honrando o que me transformou — mas a forma de compartilhar mudou.
O que expresso hoje não é repetição: é fruto.
É o que nasce da vivência, não da citação.
Se isso ressoar em você, fico feliz que continuemos juntos.
Se seu caminho for outro, recebo isso com respeito — porque o caminho sempre foi de cada um, e sempre será.
— Paulo Poli




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